Eu sou uma cabeça de vento assumida, quem me conhece sabe disso. Tenho sempre post-it na bolsa, bloquinho de anotações na mesa, mural de recados na cozinha de casa, enfim; todo tipo de subterfúgio que me faça lembrar dos meus compromissos, inclusive contas a pagar. Isto quando eu não me esqueço de olhar os lembretes, ou quando simplesmente não recordo onde guardei a anotação (são tantas que eu me confundo).
Acontece que outro dia eu ultrapassei o limite do que eu considero a normalidade.
Vítor , meu filho, passou a noite inteira tossindo - aquela velha história da oscilação do tempo e a alergia dele a isto. Então achei por bem deixá-lo em casa (leia-se: não levá-lo à escola) para que assim ele pudesse descansar da noite mal dormida. Só que o alarme do celular tocou (como todo dia) na hora de ir buscá-lo na escola e eu saí de casa na maior das tranquilidades para realizar a minha tarefa diária. Mas cadê o menino ? Fiquei de-ses-pe-ra-da na escola à procura dele, pus o porteiro e as faixineiras loucos, as crianças todas nos ajudando a procurá-lo e não ficou um só cantinho em que não tivéssemos olhado - talvez ele tivesse brincando de esconde-esconde, pensei. Qual nada ! Quando seu Etevaldo, o porteiro, falou: ” estranho…eu não me lembro de ter visto Vítor hoje aqui na escola ! “, minha ficha caiu…plim ! “O menino está em casa, meu Deus. Hoje eu não trouxe ele !” Ninguém entendeu a minha risada (de alívio, lógico!) E a vergonha ??? Affff… Então eu fiz de conta que estava ligando pra casa e que Margarete me dizia que o pai dele não pôde levá-lo e que ‘ela’ tinha esquecido de me avisar.
Mas perder filho, mesmo que por engano, não é nada bom.
Por Daniella
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