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janela03.jpgHavia certa vez dois homens, seriamente doentes, que estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O quarto era muito pequeno, e nele existia apenas uma janela que dava para o mundo.


Um dos homens tinha como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo a ver com a drenagem dos seus pulmões). A sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha que passar todo o tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja a cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava todo o tempo descrevendo o que via lá fora.

A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago e as crianças iam atirar-lhes migalhas e colocar na água barcos de brinquedos. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.

O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago, e sobre como as garotas
estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora.
Então, uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado. Mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!

Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover… mesmo quando o som da respiração parou. De manhã a enfermeira encontrou o outro homem morto, e silenciosamente levou embora o seu
corpo.

Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse confortável.

No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo com dificuldade e muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro… Um grande muro branco.
Logo que a enfermeira voltou o paciente perguntou pelo companheiro de quarto, por que ele fava que via aquelas coisas se ele só via o muro?

A enfermeira respondeu que aquele senhor era cego mas que tinha uma maneira de ver a vida com o coração e que sempre descrevia o que ele imaginava até mesmo para tentar animar seus companheiros de quarto, pois ja teve muitos…

O paciente ficou em silencio profundo…

“A vida é, sempre foi e sempre será aquilo que nós a tornamos.”

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4 Comentários para “Janela”

  1. Lidiana em 22/07/2007 comenta:

    Uma linda mensagem, na qual mostra como o ser humano de fato deveria olhar a vida”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


  2. Nadia em 27/07/2007 comenta:

    somente os cegos conseguem, enchergar a vida como ele teria que ser.
    Os que tem olhos na maioria, so conseguem enchergar infelicidde, até onde não existe


  3. nati em 30/07/2007 comenta:

    SeriA MuItO MeLhOr Se nóS sERes HumAnOs OLhASSeM a ViDa dE um MoDo mElHoR…PoIS a GeNtE SÓ RecLaMa dE tUdO….tAlVez SerES HumAnOs tEm QuE PerDer AS CoIsas…PrA reAlmEnTE saBer Dar VaLOr….a MaiOriA Das vEzES fUNcIONa asSim!


  4. Delita em 4/08/2007 comenta:

    Preste mais atenção ao seu redor, pois nele pode está a resposta q procura. Coisas simples, guardam grandes surpresas!!!!!!!!



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